O amor

Confesso que não é fácil definir essa palavra.

Ele é bondoso, paciente, gentil. Não inveja, não se ira facilmente, não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

Ele também é um cheiro, um sabor, um olhar.

Ele não precisa de muito para ser quem é. Só precisa existir. Só precisa saber que é desejado e esperado.

Ele também é a coragem de se mostrar vulnerável.

É quando você consegue se imaginar dividindo o mesmo espaço.

É quando o outro se torna a rosa de Saint-Exupéry, única no mundo.

É estar perto, mesmo estando longe.

É a esperança de que os sonhos se materializem.

É a calma de quem espera.

É o arrepio na pele.

É o conforto do chão da sala.

O desejo insaciável de permanecer naquele lugar.

É desejar o bem.

É querer saber como o outro está.

É partilhar.

É estar disposto a encarar os desafios que a vida apresentar.

É saudade, mesmo rodeado de beleza.

É um lar…

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