Encontrando o meu próprio tempo

Nesta semana fui convidada a viver o meu próprio tempo — sem pressa, sem culpa, sem achar que eu deveria estar fazendo qualquer outra coisa.
Desafiador, mas ao mesmo tempo liberta(dor)! Uma forma real de se libertar da dor de tentar se encaixar em moldes que não são seus. Até a insônia dos últimos meses passou.

Eu sei que a vida nos impõe um tempo. O dia a dia dita as regras do jogo: um horário certo para dormir e acordar, almoçar e jantar, trabalhar e estudar.
Quando falamos de alta performance então…logo vem à mente aquele padrão de acordar às 5h da manhã.

Nada disso é ruim.
Mas já parou para pensar se o que funciona para o outro realmente funciona para você?

A falta de descanso, a sensação de ter que estar sempre fazendo alguma coisa, a agenda lotada… será que isso significa mesmo produtividade?

Sabe qual é o maior problema disso?
Não usufruirmos plenamente das bênçãos quando elas nos alcançarem.

Imagina só orar por liberdade, mas, ao receber a dádiva, o corpo e a mente estarem tão condicionados a ponto de impedir que se esteja realmente presente.

Confesso que essa foi a minha maior motivação para aceitar o desafio da semana. Eu precisava aprender a usufruir tudo o que estou vivendo para que, quando as próximas dádivas chegarem, eu consiga vivê-las de forma plena.

Bom, veja se faz sentido esta analogia que estive pensando:

No Brasil, o padrão para o almoço é arroz com feijão ao meio-dia.
No Marrocos, o almoço pode ser acompanhado de chá de hortelã, algo completamente natural para eles.
Em Nova York, muitas vezes, um sanduíche ou uma salada.

Estamos tão acostumados a comer arroz com feijão ao meio-dia que, se alguém nos oferecesse chá nesse horário, provavelmente recusaríamos. Não por ser algo ruim, mas porque, para nós, simplesmente não faz sentido.

Mas sabe o que eu entendi nesta semana?
Mesmo sendo brasileira, eu também posso tomar chá no almoço se eu quiser. Entende?

Calma, só não confunda as coisas.
O que estou dizendo aqui não é sobre ser negligente consigo mesma ou com os compromissos, pelo contrário… é sobre liberdade.

Sei que muitas vezes a rotina e o trabalho da maioria das pessoas não permitem que elas escolham como administrarem o seu tempo, e por isso elas acabam se acostumando.
Mas, se ainda não é possível viver isso agora, que tal moldar a vida para que um dia se torne real?

Após esse desafio, eu mesma fiquei mais inspirada a construir um futuro que me possibilite coisas tão simples e grandiosas que almejo. E, claro, sem estar condicionada ao contrário quando finalmente puder viver.

Lembrei de algo que li nesta manhã:

 “Saia da pressão da pressa, da necessidade de provar alguma coisa e do medo das coisas darem errado. Essas coisas comprometem as suas decisões. Coloque-se sob o jugo suave de Jesus e encontre alívio e descanso.”
— JB Carvalho

Então, caro (a) leitor (a), o meu desafio para você é este: encontre o seu próprio ritmo.
Sei que talvez não seja possível vivê-lo em plenitude hoje, mas aproveite os momentos em que você possa ter seus vislumbres. Vá, aos poucos, ensinando o seu corpo e a sua mente a reconhecer esse lugar, para que, quando ele chegar, você consiga de fato usufruir plenamente.

P.S.: Terapeutas só podem ser anjos disfarçados de gente. A cada desafio, vejo que era exatamente o que eu precisava. Agradeço à minha por me acompanhar nessa jornada.

2 comentários em “Encontrando o meu próprio tempo

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