Semana passada reencontrei uma líder muito especial. Há seis anos ela me ensinou o verdadeiro significado de honra e no último jantar me ensinou um pouco mais sobre devoção.
Quando a comida chegou, ela simplesmente estendeu as mãos em cima da mesa e me convidou para uma oração. Confesso que fiquei um pouco desconcertada. Parecia que estávamos sendo alvo de olhares disfarçados. Mas ignorei o pensamento tolo e logo me perdi na simplicidade e profundidade de sua oração.
Foi a segunda vez na vida que alguém fez isso comigo. A primeira foi há alguns anos, na cozinha da minha casa. Um velho amigo tomou a inciativa de fazer o mesmo, antes de comermos algo que eu havia preparado.
Aquilo me pegou totalmente de surpresa e pensei: “Uau! Quero cultivar esse hábito quando tiver o meu próprio lar”. Naquele momento não senti vergonha, afinal, estávamos só eu e ele ao redor da mesa. Só que dessa vez foi diferente, eu e ela não estávamos a sós, na intimidade de um lar.
Bom, isso me levou a tantos pensamentos…
Será que eu precisaria mesmo esperar ter o meu próprio lar para colocar em prática aquilo que o meu amigo ensinou? Ou será que eu deveria fazer algo de tal natureza apenas em secreto? Na verdade, por que, muitas vezes, deixamos de lado práticas tão genuínas pelo simples fato de ter alguém por perto?
Lembrei de uma vez em que vi um rapaz fazendo o sinal da cruz ao entrar na academia. Embora eu não seja católica, sei que esse sinal tem um significado especial para quem confessa esse credo. Naquele dia, aquele rapaz, com um simples gesto, pregou para mim, assim como o meu amigo há alguns anos e assim como essa líder no último jantar…
Então o questionamento que fica é: até quando deixaremos de viver genuinamente por vergonha ou meramente por postergar?
👏👏 tenho um amigo que tem esse hábito. Não importa o lugar, ele coloca todo mundo que está a mesa pra orar ou esperar ele terminar.. um hábito diferente mas que deixamos de reconhecer quem provê o alimento 😊
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Por mais pessoas assim! 😍👏🏻👏🏻👏🏻
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