Uma noite no lago

Por que parece tão estranho imaginar uma garota caminhando sozinha à beira do lago?

Talvez ela só quisesse respirar, pensar na vida e observar boas histórias para contar. Como a dos casais apaixonados, andando de mãos dadas, ou da mesa das solteironas de risada alta. Do vovô babando o netinho na orla, ou daquele primeiro ou terceiro encontro: ele concentrado na margem compartilhando o seu passado e ela, traída por sua expressão corporal, olhos brilhantes, tão inclinada a ouvi-lo. Logo em seguida, o frio dando uma boa desculpa para esquecer o casaco e fazê-lo acolhê-la em seus braços.

Por fim, a moça distraída, presa no ao vivo tocando ao lado e de repente, um estrangeiro, alto e charmoso, deixando duas lições: primeira, o sorriso é, de fato, a linguagem universal. Segunda, baixe um app decente de tradução, pois nunca se sabe quando precisará usá-lo.

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