Vislumbres

Ela rasgou os primeiros versos que havia escrito sobre ele.

Pensava estar sendo leal.

Leal a quem?

Talvez só não estivesse sendo leal a si mesma.

Mas, naqueles dias imersos, permitiu-se sentir.

Fez uma referência que só ele entenderia.

Olhou para ele sob uma nova perspectiva.

Construiu uma ponte.

Mas ele não atravessou.

Alguns dias refletindo, imaginando tudo o que poderia ser, se perguntando se ele também sentia o mesmo.

Não encontrou nada claro o suficiente que a fizesse prosseguir.

Ela entendeu que certas histórias nem sempre são para serem vividas.

Levantou as mãos para o céu e agradeceu, porque, mesmo sem saber, ele lhe deu vislumbres de um futuro que realmente faria sentido.

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