Solte a Âncora

Às vezes tentamos fugir do eco que ecoa no silêncio de pensamentos sóbrios, onde não há distrações ou outros barcos velejando.
A fuga pode ser para o barulho de coisas vãs ou para movimentos circulares que não levam a lugar algum.

É quando tudo, externamente, parece estar em seu devido lugar, mas algo ainda não gira em sua órbita perfeita — sentimentos ou emoções profundas que se tornaram âncoras.

Aliás, sabe como as âncoras funcionam?
“Em fundos ideais (como areia ou lama), ela penetra e cria uma resistência muito maior do que seu peso.”
Assim como medos que parecem muito maiores do que nós mesmos.

Mas, na verdade, a âncora nem se compara ao tamanho do barco. E, para desancorá-lo, é necessário navegar em direção à âncora, puxar as cordas e permitir que o próprio movimento da água a desprenda do fundo. Ou seja, aquilo que parece turbulência (o movimento das ondas) é exatamente o que precisa acontecer para ajudar a soltar a âncora.

Esse processo é assustador, mas ao mesmo tempo libertador:
não adianta nos afastarmos dos nossos desafios; é necessário ir em direção a eles, trazê-los para a superfície e deixá-los ir, para então velejarmos a lugares infinitamente melhores e mais distantes.

Então, a mensagem de hoje é:
não fuja para o barulho, caminhando em círculos.
Vá em direção ao que está ancorado, traga para a superfície e, finalmente: deixe ir…

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