Após vestir meu conjunto preto e calçar um salto rosa, me dirigi até a sala de espera de um consultório. A moça ao lado estava plena, produzindo a sua peça de crochê, as duas da frente concentradíssimas na tela do celular, provavelmente navegando em alguma rede vizinha.
Logo chegou outra que precisava urgentemente abaixar o volume do celular. Mesmo com alguns olhares revirados, acho que ela não percebeu que ninguém estava a fim de escutar a sua conversa no WhatsApp. Alguém deveria ter avisado pra ela haha.
Bom, abri o meu livro, mas tive que fechar e registrar os pensamentos que divagavam na minha mente.
Acho que eu tinha algo a aprender naquela sala de espera. Como, por exemplo: o que fazer enquanto espero?
Mil e uma possibilidades… Eu poderia me divertir ou me emburrecer nas redes sociais, levantar e tomar um café, ler umas páginas atrasadas do meu livro ou só observar o tempo passar. A questão é: aquelas mulheres e eu tínhamos algo em comum. De alguma forma, precisaríamos esperar. Mas algo nos distinguia: uma escolha. Como esperar?
Isso me lembra da passagem das dez virgens. Enquanto algumas estavam esperando com as lamparinas acesas, as outras não guardaram óleo suficiente. No final, você já sabe né? Umas foram com o noivo, outras ficaram a ver navios, desesperadas, porque não se prepararam.
Não é à toa que o Mestre mencionou essa parábola. A forma com que esperamos diz muito sobre o resultado final. Por isso, devemos pensar bem no que fazemos enquanto esperamos aquela oportunidade, aquele amor, aquela viagem…
Pense… apenas pense.
Vou voltar para o meu livro. E quem sabe, em breve, apareço com mais algumas reflexões.
Deixe um comentário