Às vezes é preciso silenciar os ecos,
ancorar a alma na fenda do Seu peito
e permitir que desembarace os nós…
Cortar o cabelo, ir ao cinema sozinha,
alegrar a sua criança interior,
dançar uma nova canção, tomar um banho de sol, dirigir com os vidros abertos e cabelos ao vento, parar na estrada e tomar água de coco enquanto observa os carros passar,
fazer biscoitos caseiros com a vovó,
se despedir de tudo que não faz parte do seu futuro —
lembranças, coisas, pessoas.
Reafirmar a quem pertence o seu coração.
Florescer enquanto outras florescem.
Entender que confiar é diferente de acreditar.
Tomar decisões difíceis, e outras nem tanto.
Reviver alguns textos, escrever outros.
E perceber que, no final, há beleza no entardecer,
pintando o céu de laranja,
refletindo as laranjeiras… no quintal…
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