O avistei de longe,
Com um sorriso estampado no rosto,
Era quase onze,
Fui comprar uma água e ganhei um conto,
De como a sua esposa o deixou há doze anos e isso dilacerou seu coração,
Mas como cercar-se de amigos foi a sua salvação,
Ele comprou um terreno e fez dele seu abrigo,
Fala com Deus todas as noites,
Cuida do corpo, alma e espírito.
Trabalhou de vigia,
Construiu a mercearia,
Edificou um legado para os filhos.
Não sei se foram cinco ou dez minutos no caixa,
Não importava se o cartão não passasse,
A água ficaria de graça,
O sinal voltou,
A conversa findou,
Mas entregou a notinha,
Queria que gravasse seu nome,
Sr. Tomé, o Senhorzinho da Mercearia.
–
Quantos Tomés encontramos por aí, não é mesmo? Na fila da padaria, em um assento no vagão… Eles carregam uma história, um tesouro, uma grande lição. Então, quando encontrares com um, aproveite! Não deixe que ele passe despercebido.
Deixe um comentário