Peço licença ao meu universo particular para registrar a obra de um grande Poeta cujo dom insiste em ocultar:
“O SORRISO QUE ALIVIA O FARDO
Sua risada, como o conjunto da obra, é contida e discreta. Não tem alvoroço!
O que veio a calhar, já que o sorriso faz o papel do estardalhaço.
Carrega consigo o semblante que pode pintar de colorido todo o Vestíbulo do Inferno. Contrariando Dante e trazendo esperança aos covardes; ao menos a este que lhe escreve.
De tempo em tempo, me dou conta de que viciei-me. E como todos os vícios que já possui, somente finjo ter controle sobre isso.
O que me faz lembrar, em seu impulso de livrar-se dos fardos de seu tempo, do conselho do poeta: “Embebedai-vos, embebedai-vos sem parar. De vinho, de poesia ou de virtude.”
Pobre poeta, que apesar de imerso na cenas de vida da boemia, não viveu para embebedar-se desse sorriso.
Do seu sorriso!”
De todos os poetas, sem duvidas, esse é o meu preferido. De todos os presentes, me entregou o melhor que eu poderia ganhar.
Deixe um comentário