Houve um tempo em que a vergonha não existia,
O medo não prevalecia,
A criatividade se expressava,
A liberdade de ser quem é era o que importava.
Naquele tempo não havia impossível,
Podia ser médico, astronauta ou super-herói,
Tudo o que no interior ardia.
A palavra validação era desconhecida,
O importante mesmo era a paixão,
A alegria do simples,
Encontrada na pureza do coração.
Ah… saudades daquele tempo…
Um tempo em que não se contava o tempo,
O essencial era sorrir, cantar e pular,
Se perguntassem algo, responderia sem hesitar,
Pois no que se acreditava, era o que queria falar.
Sem peso do passado,
Nem inquietude do presente,
Tampouco aflição do futuro,
A intensidade de cada momento era o que mais valia.
De repente,
Tudo se foi com o vento,
Passou-se aquele tempo,
Neblinas surgiram no caminho,
Ofuscando a essência, que outrora havia.
Mas é possível recomeçar,
O Detentor do tempo traz de volta a beleza,
Restaura a virtude,
Faz o mundo se reconstruir e tornar a brilhar.
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