A calmaria na tempestade

O  próprio amor  pisou na Terra e em poucos anos espalhou amor e ternura por onde passou, possuía uma base sólida, uma fé alicerçada, uma sabedoria que está muito além da nossa compreensão, enquanto para uns falava com simplicidade, para outros falava por meio de parábolas, para cada povo, cada pessoa, falava de uma forma específica, pois para Ele cada pessoa é um ser único.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós”

( João 1:14)

As vezes esperamos tanto do outro, o amor de um pai, de uma mãe, de um homem ou uma mulher, desejamos ser reconhecidos pelo que somos de verdade,  amigos que nos entendam, fale aquilo que precisamos ouvir, alguém que simplesmente esteja ali e nos aceite com nossas falhas e imperfeições. Passamos a vida nessa ânsia por pessoas e nos esquecemos que esse amor que pisou na Terra há milhares de anos continua disponível.

Ele enxerga o nosso melhor, reconhece também nosso pior lado e nos ajuda a melhorar se assim quisermos, nos escuta mesmo quando pensamos que não, nos compreende e tem as respostas certas e um plano traçado para cada um de nós.

Ele pode ser a calmaria na tempestade, a fortaleza na angústia, aquele abraço apertado no frio, o amor mais forte que qualquer outro.

Me lembro de quando eu era criança, alguém muito difícil de lidar, tão pequena, mas de personalidade forte, cheia de rancor e chateações, mas em um belo dia conheci alguém que em breve mudaria essa realidade.

Visitei uma igreja e algo ali me atraiu, comecei a frequentar e com 10 anos de idade tomei uma decisão, ajoelhei fechei os olhos bem apertados e falei: “Deus eu não quero mais ser assim, por favor tira esse coração de pedra e me dá um coração segundo o seu”

Hoje posso dizer que tenho o meu abraço apertado, a minha calmaria, um Deus que eu sei que sempre esteve ali e que eu não abro mão por coisa alguma. Ah! E um coração novo, não perfeito, pois ainda tem muito que ser moldado, mas não mais um de pedra, mas sensível ao Espírito Santo, que é capaz de se colocar no lugar do outro e que também aprendeu a amar e perdoar.

Esse foi o meu pedido há 8 anos. E hoje, qual é o seu pedido?

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